Na histórica Cidadela de Cascais, situada na charmosa cidade de Cascais, um cenário onde muralhas centenárias encontram o Atlântico, foi palco, no último dia 28 de abril, de uma solenidade marcada por prestígio, simbolismo e reconhecimento internacional. Nesse ambiente carregado de história e significado, a Sra. Luciana Simões, Cônsul Honorária da Dinamarca em Minas Gerais e Vice-Presidente do Corpo Consular no Estado, foi agraciada com o título de Diplomata Civil Humanitária.
A honraria foi concedida pelo Human and Humanitarian Committee da Jethro International, instituição de atuação global dedicada à promoção de valores humanitários, diplomacia civil e cooperação entre lideranças de diferentes nações. Na mesma ocasião, Luciana Simões recebeu também a Comenda Martin Luther King, considerada a mais alta distinção da entidade, símbolo de compromisso com a paz, a justiça social e o diálogo entre os povos.
Durante a solenidade, também foi anunciada sua nova função como Diretora de Relações Internacionais da própria Jethro International, ampliando ainda mais sua atuação no cenário global e reforçando sua trajetória marcada pela construção de pontes institucionais e humanas entre países.
A cerimônia reuniu um seleto grupo de autoridades, incluindo embaixadores, cônsules, líderes institucionais e representantes da sociedade civil de diversos países, compondo um ambiente de elevado nível diplomático e humano. O evento refletiu não apenas o reconhecimento individual da homenageada, mas também a relevância crescente do Corpo Consular de Minas Gerais no cenário internacional.
Um dos momentos mais marcantes da noite foi protagonizado pelo Secretário-Geral do Corpo Consular do Estado de Minas Gerais, Ramaya Vallias, também Cônsul Adjunto da Guatemala em Minas Gerais e artista plástico. Em uma performance ao vivo, realizada durante o ato solene da Jethro International, Ramaya criou um retrato de Martin Luther King Jr., traduzindo em tinta e gesto a força simbólica daquele instante. A obra, construída diante dos presentes, não apenas homenageou o legado do líder norte-americano, como também emocionou profundamente os convidados. Ao final da apresentação, a tela foi oficialmente doada à Jethro International, passando a integrar o acervo institucional da entidade, como registro permanente daquele momento singular.
Entrevista com Luciana Simões
1. Qual foi o significado pessoal de receber o título de Diplomata Civil Humanitária e a Comenda Martin Luther King?
“Foi uma noite de profunda emoção e responsabilidade. Receber uma honraria que carrega o nome de Martin Luther King representa um chamado à ação, à continuidade de um trabalho pautado na dignidade humana, no diálogo e na construção de pontes. Mais do que um reconhecimento, é um compromisso renovado com causas que transcendem fronteiras.”
2. Como a senhora enxerga a importância deste momento para o Corpo Consular de Minas Gerais?
“Este reconhecimento também pertence ao Corpo Consular. Ele evidencia que Minas Gerais está presente e atuante no cenário internacional, com representantes comprometidos com a diplomacia moderna, que vai além dos protocolos e alcança as relações humanas, sociais e culturais.”
3. O que representa assumir a Diretoria de Relações Internacionais da Jethro International neste contexto?
“Assumir essa função amplia minha missão. Trata-se de fortalecer conexões globais, promover iniciativas humanitárias e contribuir para um diálogo internacional mais sensível e eficaz. É uma oportunidade de trabalhar em rede, com líderes de diferentes países, em prol de um propósito comum: a valorização da vida e da cooperação entre nações.”
A conjugação entre diplomacia, arte e valores humanitários deu à noite um caráter singular, onde reconhecimento institucional e expressão artística caminharam lado a lado. A homenagem a Luciana Simões reafirma o papel estratégico das lideranças consulares na construção de pontes entre culturas, enquanto a presença ativa do Corpo Consular de Minas Gerais evidencia sua atuação cada vez mais relevante no cenário global.
Mais do que uma cerimônia, o evento em Cascais foi um testemunho vivo de que a diplomacia contemporânea se fortalece não apenas por acordos formais, mas também por gestos, símbolos e conexões humanas capazes de atravessar fronteiras.

